quarta-feira, 21 de julho de 2010

O antigo cais dos Guindais


Pormenor de um postal antigo mostrando a extremidade Este do cais dos Guindais, onde hoje passa - a cota mais alta - a Avenida de Gustavo Eiffel. As casas à esquerda ainda existem, encontrando-se no sopé da escarpa.
A avenida actual segue grosso modo através dos edifícios presentes em primeiro plano.
Ao fundo vislumbra-se a Calçada da Corticeira, também ainda existente; que sobe em rampa (e que rampa!) para a Alameda das Fontainhas.


Nesta segunda - também ela pormenor de um postal - o mesmo cais mas desta vez com uma perspectiva mais abrangente, se não em paisagem ao menos em actividade humana, reveladora da azáfama da carga e descarga das mais diversas mercadorias.
Atente-se aos vários barcos Rabelo atracados, bem como ao facto de se encontrarem vazios, talvez à espera de um possível frete...

Uma fotografia tirada deste local e olhando na mesma direcção será por ventura possível nos nossos dias, dado que esta zona do cais (a que se encontra em primeiro plano) ainda existe, por baixo da ponte D. Luís! A paisagem é que já será completamente diferente...

domingo, 4 de julho de 2010

Duas relíquias do passado

Num passeio pelo parque da Pasteleira, descobri duas preciosidades que dava já como apenas existentes numas poucas fotografias captadas ainda em vidro e eventualmente na memória de algum portuense mais ancião que neles tivesse saciado a sua sede...

Dois fontanários, velhinhos, encontram-se lá colocados distanciados uns 15 metros um do outro, sendo claramente do Porto de outros tempos tendo ido para ali vindos eventualmente de qualquer depósito da CMP ou mesmo do SMAS...
Quando para eles olhei a minha boca abriu-se de espanto (e alegria) pois nunca esperava encontrar semelhante relíquia histórica naquele local!

Dando a volta ao "miolo" onde é que eu já vira uma "coisa" daquelas, vim para casa consultar as minhas fontes e eis que deparo com um deles (ou um seu semelhante) na antiga Praça de Santa Teresa (hoje de Guilherme Gomes Fernandes) a pp. 66 do livro Fontes e Chafarizes do Porto de Germano Silva.

As relíquias que descobri tem uma inscrição em pedra (ao estilo tumular) que já não se encontra legível, pelo menos "de cá de baixo".
São bonitas peças de arquitectura urbana, como já não se fazem nos nossos dias. Apresentam bicas de água quer para as pessoas bem como para os animais (são por isso da altura em que muares, cavalos e bois eram comuns nas cidades) e outras até quem sabe, para encher vasilhas(?) e em baixo uma pequenina para lava-pés dado que as pessoas andavam na sua maioria descalças(?) ou para cães (menos provável...?).

Em baixo podem ver a foto de um desses fontanários, porventura o mais completo. Algum dos leitores terá mais informação sobre os mesmos?