quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mercados de vida curta.

Ao tempo da Presidência do Dr. Correia de Barros (1881-1886), foram construídos vários mercados na cidade do Porto; entre os quais o mais vistoso Mercado Ferreira Borges.
No entanto, outros dois foram construidos que tiveram vida efémera.
No Largo da Aguardente (atual Praça Marquês do Pombal) e no Poço das Patas(?) existiram dois mercados que contra a expectativa da Câmara acabou por não ser frequentado pelas populações que deveriam servir; acabando por quem estabelecera ali o seu negócio dar o tempo e dinheiro como perdido.
Desta forma ambos foram fechados e demolidos pouco tempo depois.
No entanto, eles ainda sobrevivem... é que os seus materiais foram vendidos ao município de Aveiro e reutilizados no mercado na antiga Praça do Côjo, naquela cidade!
(Esta informação colhi-a de O Tripeiro, 1º vol da 3ª Série)

Agora pergunto: Não seria a praça do Côjo o atual Largo da Praça do Peixe, onde existe um mercado construído nessa arquitetura em ferro tão típica do século XIX? (ver foto abaixo)
Fico à espera da resposta de um Aveirense apaixonado pela história da sua cidade!


Imagem de: http://www.noticiasdeaveiro.pt

domingo, 19 de junho de 2011

S. Domingos e Pinho Leal

Na sua obra Portugal Antigo e Moderno, Pinho Leal refere uma inscrição que fora apagada e que se encontrava no que é agora o Palácio das Artes, antigo Edifício Douro e, à época a que nos reportamos, Banco de Portugal. No entanto, acreditando na notícia que abaixo se publica, essa informação estava acertada, mas incompleta:

"Em virtude dos melhoramentos que se anda procedendo na parte do extinto convento de S. Domingos, onde se acha estabelecida a caixa filial do Banco de Portugal, e que hoje pertence ao mesmo banco, a direção mandou apagar a inscrição latina que se lia numa pedra situada na porta principal. Essa inscricção continha o seguinte:

HOC OPUS EGREGIUM COVENTUS PRAE ARTE SACRATO
MIRA ATEIO INSTRAVIT SUMPTIBUS ISTE SUIS.
NOBILIS URBS QUOD HABET GAUDENS IN CORDE
SUPER BUM ORDINIS HOC CLARVM STEMMA CORANT OPUS
SUB PRIORE P.F. ANTONIO CARDOTE 1749

O que traduzido em português quer dizer:
Este convento fundou, a expensas suas em sagrado átrio, este edifício, notável pelas maravilhas da arte. O emblema da ordem que o decora serve de fecho à obra, à qual o porto,já nobre em si, muito folga de possuir entre as melhores.
Sendo prior P.F. António Cardote, 1749"
in O Comércio do Porto de 30 de Julho de 1865


Foto: http://ssru.wordpress.com/

A inscrição refere o ano em que o edifício atual que hoje associamos ao Convento de São Domingos, foi construído. Edifício esse que na verdade era apenas uma parte do convento, datando de meados do século XVIII, tendo sido erguido no local onde anteriormente se encontrava o alpendre/adro da igreja e depois ampliado "para trás" ocupando parte do local onde esteve a igreja.

domingo, 12 de junho de 2011

Muralha escondida com ameias de fora.

3 Ameias (das verdadeiras e não das fabricadas pelo Estado Novo!) da muralha fernandina que ainda se encontram no lugar onde foram colocadas à centenas de anos! Quanto mais desse multisecular muro se encontrará escondido e servindo de parede às casas de Rua Dr. Barbosa de Castro e Rua das Taipas...?